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LGPD e notebooks: o risco jurídico que ninguém conta na hora de fazer o descarte

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LGPD e notebooks: o risco jurídico que ninguém conta na hora de fazer o descarte

Quando uma empresa troca o parque de notebooks, a atenção vai quase sempre para a compra do equipamento novo. Contudo, o que acontece com o equipamento antigo raramente recebe o mesmo cuidado. Essa negligência, portanto, pode custar caro, especialmente após a consolidação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil.

O que a LGPD tem a ver com o descarte de hardware

Primeiramente, é importante entender que todo notebook corporativo armazena dados sensíveis: credenciais de acesso, documentos internos, e-mails, dados de clientes e informações financeiras. Assim, quando esse equipamento é descartado sem processo adequado, esses dados continuam acessíveis e qualquer pessoa com conhecimento técnico básico consegue recuperá-los.

Além disso, a LGPD determina que as empresas são responsáveis pelos dados pessoais que tratam, inclusive após o encerramento do uso. Portanto, um notebook descartado de forma irregular pode configurar violação de dados e gerar sanções da ANPD, incluindo multas de até 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

Contudo, o problema vai além da multa. Vazamentos de dados geram dano reputacional, perda de confiança de clientes e, em alguns setores como advocacia e contabilidade, comprometem o sigilo profissional.

Como o descarte acontece na prática nas empresas

Na maioria das empresas, o processo de descarte de hardware segue um caminho informal. Em vez de um fluxo estruturado, o que acontece frequentemente é:

  • Notebooks parados em armários por meses ou anos após substituição.
  • Equipamentos doados a funcionários sem formatação completa.
  • Descarte em lixo comum, sem destruição certificada dos dados.
  • Venda de usados sem apagamento seguro das informações.

Consequentemente, o risco de exposição de dados permanece ativo mesmo após o equipamento sair da empresa. Além disso, o passivo ambiental se acumula: o Brasil é o 5º maior gerador de lixo eletrônico do mundo, segundo a ONU, e apenas 3% é descartado corretamente.

 

LEIA TAMBÉM: Como o aluguel garante operação contínua diante da escassez global de chips.

Quem é mais vulnerável a esse risco

Embora qualquer empresa esteja exposta, alguns perfis sentem esse risco de forma mais aguda:

  • Escritórios de advocacia e contabilidade: lidam com dados sigilosos de clientes e têm obrigação legal de proteção.
  • Empresas de saúde: dados médicos têm grau máximo de sensibilidade na LGPD.
  • Startups em crescimento acelerado: alta rotatividade de colaboradores gera volume elevado de descarte.
  • Empresas com times distribuídos: controle de inventário é mais difícil e, portanto, o risco de perda de equipamento é maior.

Como a locação reduz esse risco estruturalmente

Quando a empresa adota locação de hardware, o processo de descarte deixa de ser responsabilidade interna. Assim, ao final do contrato, os equipamentos retornam ao fornecedor, que realiza o processo de limpeza, recondicionamento ou descarte certificado.

Além disso, com a aluga.com, toda a logística de devolução é rastreada e documentada. Portanto, a empresa tem evidência de que o equipamento foi devolvido e os dados tratados adequadamente. O que, consequentemente, é um argumento relevante em caso de auditoria ou questionamento da ANPD.

Por fim, o portal do cliente permite acompanhar em tempo real quais equipamentos estão ativos, com qual colaborador e desde quando. Dessa forma, o controle de inventário deixa de ser uma planilha informal e passa a ser um processo auditável.

O que fazer se sua empresa ainda compra hardware

Se o modelo atual ainda é compra, portanto, o mínimo recomendado é:

  1. Adotar uma política formal de descarte, com registro documentado.
  2. Realizar formatação segura (overwrite ou destruição física do disco) antes de qualquer descarte.
  3. Contratar empresa certificada para descarte de lixo eletrônico.
  4. Manter inventário atualizado de todos os equipamentos em uso e fora de uso.

Contudo, mesmo com esses processos, a responsabilidade e o custo operacional permanecem internos. Em vez disso, a locação transfere essa carga para um parceiro especializado, com rastreabilidade e responsabilidade sobre o ciclo completo do equipamento.

Estar em conformidade com a LGPD é do seu interesse?

Fale com a aluga.com


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